segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A tal reforma do ensino médio...



Muito tem se falado na reforma do Ensino Médio no Brasil e agora ainda mais depois da medida provisória do governo federal que muda muitas coisas nesse ensino, inclusive a carga horária que passaria de 800 para 1200 horas tornando o Ensino Médio como integral. Mas, o que se esquece é que muitos jovens começam a trabalhar aos 14 anos como aprendizes e depois aos 16 entram no mercado de trabalho. O que seria desses jovens? Não se pode simplesmente obrigar que jovens passem o dia todo na escola, não se pode  obrigar que todas as escolas que têm Ensino Médio virem escola de tempo integral sendo que precisam atender também a demanda ao Fundamental II e não possuem estrutura para um ensino integral.

Isso certamente não resolveria o problema, seria apenas como podar os galhos de uma árvore doente, é preciso cortar o mal pela raiz e esse mal está na sociedade, nas famílias que já não acompanham suas crianças no estudos e nem que as incentivam para tal. Além disso, é preciso dar opções de estudos, de outros tipos de estudo, pois, muitos não nasceram para carreiras mais acadêmicas e sim, para carreiras mais práticas. Por que não criar boas oficinas de padaria, marcenaria dentre outros serviços? Por que não aumentar a oferta de cursos técnicos que vão além da área de exatas? Com isso teríamos também bons trabalhadores, qualificados e se daí o adolescente se interessasse em continuar estudando ele poderia tranquilamente.

E, por fim, a formação e valorização docente também deveria mudar. Uma faculdade de pedagogia ou licenciatura deveria ter 5 anos e não apenas 3 como muitas têm. Sendo que as melhores tem 4.
Deveriam trabalhar na educação realmente só os profissionais formados e qualificados para isso, assim como acontece em áreas como engenharia, direito, etc. . Estamos falando de trabalhar com seres humanos, em forma-los e isso é muito sério.

Muito no Brasil precisa ser mudado, não é uma medida provisória sem nexo que resolverá o problema é não adianta se espelhar na educação de outros países, é preciso se espelhar na nossa realidade.


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